sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Lady Murphy

Cara, eu odeio tanto atendentes de telemarketing. A-mav-a-os antes quando podia ouvir aqueles deliciosos gerúndios colocados em lugares totalmente inusitados e que davam todo tesão pra ligação. Mas agora nem isso mais, então coloca alí uma hiiiiiper ênfase no 'muito'. É 'muito' com capslook, itálico e na potência 3.
Imaginem a cena: Vocês estão felizes dormindo às 09h da manhã e o telefone toca. E não é nem o celular que tu pode apenas com um click fazer parar de tocar. É o residencial. Cacete. Ok. Finge que não tá ouvindo. Continua fingindo. Isso. Já vai parar. PORRA NÃO PAROU. Aí tu levanta, corre do quarto até a sala pra atender pensando 'será que é do SBT e eu ganhei R$50,00, afinal, eles também são meus fãs' e atende numa mistura de raiva, tontura e pigarro. A voz ainda não acordou, tá mais grave que a do Cid Moreira, mas ok, no último dos casos pode ser a mãe e poderei fazer um charminho e uma manha por ter me acordado. Mas não. É o maldito telemarketing. Eu simplesmente, ao ver do que se trata, arremeço o telefone devolta pra base e corro pra cama pra fingir que nada aconteceu e dormir mais um pouco, afinal, o celular só vai despertar às 09h30min mesmo.
Tudo bem, tudo lindo, até que o celular do meu irmão toca. Eu pensei: NÃO! pensei de novo, de novo e de novo. Atendi. Era pro meu pai (oi, meu pai usa o celular do meu irmão e o dele sim) e eu carinhosamente digo 'liga pro celular dele que ele tá trabalhando ok. tchau'. Corro pra cama novamente com a doce ilusão de que conseguirei aproveitar os 20 minutos que ainda me restam. Começo a pensar, rolar pela cama, até falando sozinho eu to (oiq?). Mas adivinhem. Tocou o telefone DE NOVO! É muita sorte pra uma pessoa só, pensei comigo. E nesse momento eu incluo na minha lista de ódios, pessoas que ligam de bancos. Não, eu não quero cartão, não quero cheque especial, não quero tua irmã vestida de melancia na minha sacada. Vásefude. Mas como sou educado, delicadamente disse que eu estava do-r-mind-o e aviso que vou desligar, beijosbrasil. Desligo o telefone e corro pra cama de novo. Me restavam 2 minutos. Do-is. Nada mais. Nesse momento eu me dei conta de que não era mais pra ficar deitado. Uma vez pode ser um sinal, duas pode ser um reforço, mas três já é chute no saco. Quase fiz a Olivia Newton-Jhon, sentei do lado da piscina e inundei-a de lágrimas.

Aí eu levantei, coloquei um cd tranqüilo pra rodar, abri meu suco, peguei meu pão e vim pra frente do computador descontar toda minha raiva nesse texto antes que mais alguma coisa aconteça.
Ninguém merece. Né.

2 comentários:

Raquel disse...

O pior mesmo, é quando isto acontece num sábado. ¬¬
E quando a gente diz: "Liga depois das seis que é o horário que ele vai estar chegando (olha o vício!) em casa", elas ligam noutro dia, em qualquer horário, menos aquele que a gente disse que elas vão poder estar encontrando a pessoa em casa.
Não, eu não quero cartão, não quero cheque especial, não quero trocar pra GVT, nem pra claro, nem pro raio que o parta!
Ok, já passou... hehehehe
bjs

Anônimo disse...

dels, isso me fez ri muito. e sei exatamente como é..
aqui o telefone toca umas 50 vezes e eu faço a surda, não levanto por nada!

(L)